Todos, Todos, Todos
... e não Tudo, Tudo, Tudo!

Há poucos dias, na homilia da festa da minha freguesia (para onde me mudei recentemente), ouvi o padre a recordar a famosa frase do padre Francisco durante as Jornadas da Juventude em 2023 - "Todos, Todos, Todos... são bem vindos!"

A mensagem é de inclusão — ninguém fica de fora - e creio que por essa razão todos gostamos de a ouvir (ou o sentir-se incluído não fosse uma das necessidades básicas do ser humano, explicada por Maslow!)

Ao ouvir o contexto dado pelo padre Bruno, um jovem padre... ocorreu-me que algo óbvio que não me tinha ocorrido: TODOS não significa TUDO! 😀Descansem, não vou vou descrever o contexto da igreja... quero é sim trazer a reflexão de como podemos aplicar nas nossas empresas!

Ninguém ficar de fora não é o mesmo que tudo ser aceite. E quanto mais penso nisto, mais vejo como esta distinção toca numa falha muito comum que observo na gestão e nas lideranças pois Liderar para todos não significa aceitar tudo.

A meu ver, nos negócios, "TODOS" pode significar:

  • Todos os clientes merecem respeito. Mas nem todos são nossos clientes!
  • Todas as pessoas da equipa merecem uma oportunidade. Mas nem todas estão preparadas para todas as funções!
  • Todas as opiniões devem poder ser ouvidas. Mas nem todas têm de determinar a decisão!
  • Todos podem contribuir. Mas isso não significa que todos decidam!
  • Todos merecem clareza, respeito e justiça. Mas isso não significa tolerar comportamentos que prejudicam a equipa!

E aqui está, para mim, a grande aplicação à liderança: um líder inclusivo não é um líder permissivo. Há uma grande diferença entre incluir pessoas e permitir tudo.

E a falha surge aqui... quando as se confunde cultura com permissividade com frases como: "Somos uma família." "Damos oportunidades." "Temos de compreender." "Vamos dar mais uma oportunidade."

Até que alguém começa a chegar atrasado sistematicamente. A não cumprir. A não assumir responsabilidades. A contaminar a equipa. E ninguém diz nada porque temos de compreender... A estes comportamentos não chamo de inclusão. E sim falta de standards (sobe o qual escrevi na semana passada).

Um empresário pode desejar para a sua empresa: "Aqui há lugar para TODOS." Mas deve também conseguir dizer: "Aqui não há lugar para TUDO."

Porque um negócio saudável precisa:

  • Inclusão... e os seus limites.
  • Empatia... e exigência.
  • Humanidade... na clarificação dos standards.

E talvez esta seja a frase central deste artigo: TODOS não significa TUDO. Que saibamos construir lideranças verdadeiramente humanas que sabem acolher pessoas sem abdicar dos seus princípios!


PS: artigo escrito sem recurso a AI😊

"Standards come before skills"
...e porque isso muda tudo na sua equipa!