Recentemente num dos episódio do CEO É O LIMITE houve uma pergunta que retive: porque é que confundimos tantas vezes autoconfiança com competência?
A resposta do convidado Miguel Pina e Cunha explicava que uma das razões é simples: a autoconfiança transmite confiança!
De facto, faz sentido. E deu o exemplo: imagine duas pessoas perante uma dada situação: uma cheia de certezas a outra cheia de duvidas/questões. Quem nos transmite mais confiança? Provavelmente, a primeira. E explicava que é aqui que podemos cair numa armadilha. Porque facilmente associamos a segurança com que alguém fala à competência que essa pessoa tem. Vemos alguém muito confiante e pensamos: “Esta pessoa sabe o que está a fazer.” Vemos alguém cheio de dúvidas e podemos pensar precisamente o contrário.
Acontece que a autoconfiança e a competência não são a mesma coisa (concluía-se no diálogo).
Até aqui pareceu-me simples de entender… o que, a meu ver, tornou o comentário particularmente interessante foi quando o convidado associou a autoconfiança à percepção de liderança.
Porque, quando escolhemos quem vai liderar uma equipa, é fácil sermos influenciados pela pessoa que parece mais segura, mais decidida, mais convicta. Só que transmitir confiança, como dizíamos, não é o mesmo que ter competência para gerar resultados!
Confesso que nunca tinha visto esta questão de forma tão clara por esta perspectiva!
Obvio sei que a autoconfiança pode ser aquilo que vemos primeiro. A competência é aquilo que os resultados acabam por revelar.
E na sua empresa, haverá quem tivesse sido reconhecido pela competência que demonstrou... ou foi pela confiança que transmitiu?
Talvez no futuro seja uma reflexão interessante a fazer!